terça-feira, 28 de agosto de 2012

Graus de significação dos nomes adjetivos

Gramática - Graus de significação dos nomes adjetivos
Nas frases seguintes, os nomes adjetivos lindo, puro doce exprimem simplesmente uma qualidade ou um estado, sem indicar aumento nem diminuição. Por isso se diz que estão no grau positivo:
Este tecido é lindo.
O azeite que comprámos é puro.
Este café está doce.
Nas frases seguintes, os adjetivos bonito bonitaprecedidos dos advérbios mais, tão menosexprimem a comparação da qualidade de uma coisa (fato) com outra coisa, ou da qualidade de uma pessoa com outra pessoa:
O meu fato é mais bonito do que o teu.
O meu fato é tão bonito como o teu.
O meu fato é menos bonito do que o teu.
A Olívia é mais bonita do que a Júlia.
A Olívia é tão bonita como a Júlia.
A Olívia é menos bonita do que a Júlia.
Por isso se diz que estão no grau comparativo.
Nos exemplos — o meu fato é mais bonito do que o teu e — a Olívia é mais bonita do que a Júlia,  comparativo é de superioridadeNos exemplos —o meu fato é tão bonito como o teu e — a Olívia é tão bonita como a Júlia, comparativo é de igualdadeNos exemplos — o meu fato é menos bonito do que o teu e — a Olívia é menos bonita do que a Júlia, — o comparativo é de inferioridade.
Portanto:
 a) O comparativo de superioridade forma-se colocando o advérbio mais antes do adjetivo positivo;
b) O comparativo de igualdade forma-se colocando o advérbio tão antes do adjetivo positivo;
c) O comparativo de inferioridade forma-se colocando o advérbio menos antes do adjetivo positivo.
Nas frases seguintes, os adjetivos lindo beloprecedidos do advérbio muito,e os adjetivos lindíssimo belíssimo, exprimem uma qualidade elevada a um alto grau. Por isso se diz que estão no grau superlativo:
Tens um cravo muito lindo.
Tens um cravo lindíssimo.
Esta paisagem é muito bela.
Esta paisagem é belíssima.

VÁRIOS MODOS DE EXPRIMIR O SUPERLATIVO:
superlativo absoluto não estabelece relação entre a qualidade de uma pessoa ou coisa e a de outras. Pode ser simples e composto.
a) O simples forma-se geralmente juntando ao positivo –íssimo.
b) O composto forma-se colocando antes do positivo o advérbio mui ou muito.
superlativo relativo estabelece relação entre a qualidade de uma pessoa ou coisa e a de outras. Pode ser de superioridade e de inferioridade.
a) O superlativo relativo de superioridade forma-se colocando antes do positivo o mais.
b) O superlativo relativo de inferioridade forma-se colocando antes do positivo o menos.
ABSOLUTO
 
 
 
 
 
SIMPLES: este fruto é saborosíssimo
COMPOSTO: este fruto é mui ou muito saboroso
 
RELATIVO
 
 
 
 
 
DE SUPERIORIDADE:
 
DE INFERIORIDADE:
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
este fruto é o mais saboroso do pomar 
este é o mais saboroso fruto do pomar 
este fruto é o menos saboroso do pomar 
este é o menos saboroso fruto do pomar 

Número


Gramática - Número
Os números, em gramática, são dois: singular e pluralAs formas que designam uma só pessoa, uma só coisa ou um só animal estão no número singular:
Ex.: menina, rapaz, relógio, flor, abelha, carneiro.
As formas que designam mais de uma pessoa, mais de uma coisa, mais de um animal estão no número plural:
Ex.: meninas, relógios, flores, abelhas, carneiros.

Gramática- NOMES UNIFORMES


Gramática - Nomes Uniformes
Quando os nomes substantivos ou adjetivos têm a mesma forma para designar o masculino e o feminino chamam-se nomes uniformes:
Ex.: valente, jovem, prudente, mártir, triste, subtil, veloz, intérprete.
Os nomes substantivos que têm a mesma forma, e são masculinos quando significam macho, e femininos quando designam fêmea, chamam-se comuns de dois:
Ex.: o jovem e a jovem; o mártir e a mártir; o intérprete e a intérprete, ocosmonauta e a cosmonauta.
Os substantivos que têm uma só forma e um só género, quer designem indivíduos do sexo masculino, quer designem indivíduos do sexo feminino, denominam-se sobrecomuns:
Ex.: a testemunha, a vítima, a criança.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Gramática - Gênero

GÊNERO:


Os seres vivos, em geral, estão divididos em duas categorias — machos e fêmeas.
 Na gramática portuguesa, os nomes separam-se também em duas categorias distintas
 ou gênerosnomes masculinos nomes femininos.
Em geral, são do género masculino os nomes e as formas nominais e pronominais
 que significam ou se referem  a "macho"e são do gênero feminino os que significam 
ou se referem a "fêmea"Os nomes dos seres que não têm sexo, e os que se referem 
a tais seres também são agrupados em qualquer dos dois gêneros: uns são masculinos 
(ex.: homem, cuidado, corpo, vestuário, olhos, alheios, ninho, ovos, filhos, peru, belo,
 carneiro, corpulento, leite, queijo, tecidos, vestuário), outros femininos (ex.: mulher,
 limpeza, saúde, aves, perua, galinha, ovelha, mansa, alimentação, ).
Do mesmo modo, são do género masculino os pronomes e formas pronominais —
 o, seu, os, nossos, etc., e do gênero feminino os pronomes e formas pronominais
 — a, toda, as, estas, todas, estas, nossaetc.
 São do gênero masculino os nomes que podem ser precedidos de qualquer das palavras
 o, os, um, uns (ex.: o feijoeiro, um vegetal, os caules, uns rapazes). São do gênero 
feminino os nomes que podem ser precedidos  de qualquer das palavras a, as, uma,
 umas (ex.: a rapariga, as flores, uma planta, umas calças).

Gramática - Adjetivo


Gramática - Adjectivo
As palavras cuja significação se junta à dos substantivos para os qualificar ou para indicar os estados das pessoas, das coisas ou dos animais significados por substantivos chamam-se nomes adjectivos ou simplesmente adjectivos:
Ex.: bonito, diligente, estreita, verde, diversa, branca, azul, acinzentado, pequenonovo, nova, manso, pintado, choca, velho.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Gramática -Substantivo


Gramática - Substantivo
Para melhor disposição da matéria, separamos as três categorias de nomes. Os nomes substantivos, ou simplesmente substantivos, são nomes de:
 1.º Pessoas
Ex.: Manuel, José, Horácio, pai, camponês;
 2.º Animais
Ex.: gato, boi, cavalo, jumento;
 3.º Coisas
Ex.: Lisboa, cidade, rio, Douro, pereira, jardim, carro, água, chuva, barco, livro;
 4.º Qualidades
Ex.: valentia, bondade;
 5.º Estados
 Ex.: espanto, alegria, tristeza;
 6.º Atos ou ações
Ex.: degelo, destruição, trabalho, vindima.
Os nomes que servem para designar particularmente uma determinada pessoa, coisa ou animal, chamam-se substantivos próprios. A primeira letra dos substantivos próprios escreve-se sempre com maiúscula:
Ex.: Manuel, José, Horácio, Lisboa, Douro, Maria.
Os substantivos que são nomes que são comuns a todas as pessoas, coisas ou animais da mesma espécie, chamam-se comuns, e também podem chamar-se apelativos.
Os substantivos próprios e os comuns designam, como já se disse, pessoas, coisas ou animais. Os nossos sentidos dão-nos a conhecer a sua existência material. Chamam-se, por isso, substantivos concretos.
Os nomes de ações, qualidades ou estados, separados das pessoas ou coisas a que pertencem, chamam-se substantivos abstratos:
Ex.: espanto, valentia, bondade, degelo, destruição, alegria, tristeza, trabalho e vindima.
As palavras que significam uma coleção, ou um certo número de coisas de uma espécie, um agregado ou conjunto de pessoas ou de animais, como dúzia, gente, banda (de música), cardume, bando (de aves, de gente), rebanho, alcateia, matilha, gado, vara (de porcos), arvoredo, etc., chamam-se substantivos colectivos.

Morfologia- Partes do Discurso


Gramática - Morfologia - Partes do discurso
O estudo das formas da linguagem, isto é, das formas que as palavras podem tomar, chama-se morfologia. Muitas palavras mudam de forma, enquanto outras não se modificam. As que mudam de forma são variáveis ou flexivas. As que não mudam de forma são invariáveis ou inflexivas.
Assim, são dez as classes de palavras, também chamadas partes do discurso:
a) Palavras variáveis ou flexivassubstantivosadjectivosnumerais,pronomes (pessoais, possessivos, demonstrativos, relativos, interrogativos, indefinidos), artigos e verbos;
b) Palavras invariáveis ou inflexivasadvérbiospreposições,conjunções e interjeições.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Sinais de Pontuação


Gramática - Sinais de Pontuação
Há um certo número de sinaistambém chamados notações sintácticasque auxiliam a leitura e a compreensão do discurso escrito.
Tais são:
1.º Ponto final (.);
2.º Vírgula ou coma (,);
3.º Ponto e vírgula (;);
4.º Dois pontos (:);
5.º Ponto de interrogação (?);
6.º Ponto de exclamação ou admiração (!);
7.º Reticências (...);
8.º Travessão ();
9.º Parênteses ( );
10.º Aspas (« »);
11.º Traço de união, ou hífen (-);
12.º Letra maiúscula (A, B, C...);
13.º Parágrafo (§);
14.º Chaveta ou chave { };
15.º Alínea a), b).
É preciso saber empregar a pontuação para bem redigir. Exemplos:
Quanto ao ponto:
O ferro é um dos metais mais úteis. Os factos devem narrar-se na sua ordem natural. O ar das montanhas tonifica.
Como se vê, o ponto final indica o fim duma frase ou o fecho dum pensamento, com inflexão de voz que denota pausa absoluta. Emprega-se ainda nas abreviaturas:
Ex.: Sr. (por Senhor); Dr. (por Doutor); D. (por Dom ou Dona); V. Ex.ª(por Vossa Excelência); m.to (por muito).
Quanto à vírgula:
1.º — Manuel, vai abrir a porta. Posso afirmar-lhe, minha Senhora, que o seu irmão não passou por aqui. Vem cá, João.
Vê-se que o vocativo é sempre separado por vírgula.
2.º O ouro, a prata, o ferro, o chumbo, são metais. Afonso Henriques conquistou Lisboa, Santarém, Almada e Sintra.
Separam-se por vírgula todos os membros de uma oração que não sejam ligados por conjunção.
3.º Eu sou, efectivamente, crédulo. Estes campos são, com efeito,muito bonitos. Os Ingleses, não haja dúvida, constituem um povo essencialmente prático. Amar as árvores, disse um grande homem, é amar a terra.
Fica entre vírgulas qualquer palavra, frase ou sentença, intercalada numa oração.
4.º Não, é impossível satisfazer o seu desejo. Não, isso é inacreditável.
Emprega-se a vírgula depois da partícula não, quando ela, no princípio da oração, se refere a outra.
5.º Sim, depois resolveremos o caso. Sim, vou passear.
Emprega-se igualmente depois de sim, no princípio de qualquer oração.
6.º Este homem, bondoso em extremo, tudo sacrificou à família. Encontrei a Maria, filha do Costa. A árvore, linda e viçosa, a cuja sombra me acolhi. A História chama Conquistador a Afonso Henriques,primeiro rei de Portugal.
Os nomes apostos ou continuados são precedidos de vírgula.
7.º Meus pais, a quem muito quero... Aquela filha, a quem tanto se dedicou, foi ingrata. João, de quem recebi tantas provas de estima...
Quando a partícula quem é acompanhada de preposição, coloca-se a vírgula antes dessa preposição.
8.º Não sei se estamos longe da terra a que nos dirigimos. Este é o lugar histórico em que Vasco da Gama embarcou. Encontrei ontem o teu primo António, que me ofereceu uma bebida. Restavam alguns soldados, que combateram heroicamente.
Antes do relativo que, apenas se coloca vírgula se este introduz uma oração explicativa.
9.º Os animais domésticos prestam excelentes serviços ao homem. As pessoas mal-educadas não podem merecer a estima de ninguém. Emprestei o livro de Geografia ao Mário.
Como se vê, nestes dizeres não há nenhuma oração, frase ou expressão intercalada que deva ser precedida ou seguida de vírgula. Podemos concluir, portanto, que nunca se emprega a vírgula entre o sujeito e o predicado, e entre o verbo e os seus complementos directos ou indirectos.
Apontámos apenas os principais casos do emprego da vírgula. Muitos outros há, que só a prática pode indicar. Na leitura, a vírgula indica uma pequena pausa e uma ligeira inflexão na elevação de voz.
Quanto ao ponto e vírgula:
1.º Dos primeiros tempos da nacionalidade portuguesa merecem mencionar-se: o conde D. Henrique, que procurou firmar a independência, que ele e os habitantes do condado tanto desejaram; D. Teresa, senhora inteligente e enérgica, que se esforçou também por tornar o condado independente; Egas Moniz, que deu um belo exemplo de lealdade, quando ofereceu a vida em paga da falta do cumprimento da sua palavra; Afonso Henriques, que alargou o território com as conquistas feitas aos Mouros; Mem Ramires, que foi um batalhador incansável e contribuiu para a conquista de Santarém; Fuas Roupinho, que foi um dos primeiros navegadores portugueses, num tempo em que se ignorava ainda a ciência náutica; 
2.º Entre os grandes poetas portugueses, Camões tem a primazia; entre os italianos, Dante; entre os ingleses, Shakespeare; entre os latinos, Virgílio; entre os gregos, Homero. 
3.º O ar das montanhas é esplêndido para os doentes; mas em Portugal poucos podem aproveitá-lo, principalmente por falta de comodidades e boas estradas de acesso.
4.º Encontrei esse meu amigo, há anos, por uma tarde calma de Agosto; e nunca mais o vi.
Vê-se, pelos exemplos precedentes, que o sinal ponto e vírgula separa orações coordenadas, de alguma extensão. Na leitura denota elevação de voz um tanto mais forte do que a indicada pela vírgula.
Quanto aos dois pontos:
1.º Lá diz o ditado: «Diz-me com quem andas, e dir-te-ei as manhas que tens.» Disse Camões: «Entre portugueses, traidores houve também algumas vezes.»
2.º Os principais deveres do homem para consigo são: conservar-se, instruir-se, melhorar-se.
O sinal dois pontos antepõe-se, pois, a uma citação, como no primeiro exemplo, e a uma enumeração, como no segundo.
3.º A miséria, o descrédito, os vícios: tais são, quase sempre, os resultados da ociosidade.
Quando a frase começa pela enumeração, os dois pontos colocam-se depois dela. Nesse caso, os dois pontos podem, sem erro, substituir-se pela vírgula, podendo pois escrever-se: A miséria, o descrédito, os vícios, tais são, quase sempre, os resultados da ociosidade.
4.º Ouve lá: teu pai disse-me ontem que, se não te resolves a estudar com mais cuidado, não poderás contar com a sua estima. Queira mandar-me pelo portador o seguinte: 1 quilo de açúcar; 250 gramas de chá preto; 1 quilo de farinha; uma embalagem de manteiga. Resultado final: ambos foram logrados com o negócio. Quer saber o que se passou? Eu conto-lhe: Seriam oito horas, quando o rapaz bateu à porta. Abri-lha. Trazia-me uma carta do meu tio, prevenindo-me de que o meu primo estava doente... Acredita, meu rapaz: Os conselhos dos velhos fundam-se na experiência da vida.
Como se vê pelos exemplos do n.º 4.º, o sinal dois pontos tem aplicação sempre que há uma frase com sequência; e o seu emprego facilmente se aprende com a prática.
Quanto ao ponto de interrogação:
Como te chamas? Quantas laranjas dás por cem escudos? Que disse o homem? perguntou-lhe o tio.
O ponto de interrogação coloca-se no fim da frase interrogativa, embora seguida doutra frase dentro do mesmo período. 
Tu ainda te lembras do dia em que teu irmão partiu para Lisboa, depois de te ter dado um lindo livro com figuras coloridas?
Quanto ao ponto de exclamação:
1.º Oh! é horrível! Não posso mais! Pobres crianças! Coitados dos pobrezinhos! Ó minha Mãe! Que linda manhã!
O ponto de exclamação coloca-se no fim da frase que exprime comoção repentina, surpresa, dor, prazer, etc.
2.º Ah! Ai! Ui! Apre! Irra! Alto lá!
Também se emprega geralmente depois de exclamações.
3.º Como são assombrosos os mistérios que a Natureza esconde nos complicados recessos dum cortiço de abelhas!
Quanto às reticências:
Quem o feio ama... Queres então dizer... O homem, todo senhor de si, afirmou que era a pessoa mais inteligente da família... Achas que sou bonita?...
As reticências exprimem uma interrupção na frase começada, mas de modo a sugerir ao leitor as frases que faltam, ou uma ideia de ironia, ansiedade, malícia, etc.
Quanto ao travessão:
Emprega-se especialmente no diálogo.
— Estou muito inquieto — disse o comendador — porque não tenho carta do rapaz.
 Não vale a pena — ponderou o compadre , o rapaz já não se perde.
Aqui, o travessão substitui em parte as vírgulas, pois bem se podia dizer:
— Estou muito inquieto, disse o comendador, porque não tenho carta do rapaz.
— Não vale a pena, ponderou o compadre, o rapaz já não se perde.
Quanto aos parênteses:
1.º Naquela tarde, o filho mais novo (o outro partira para o Brasil) dirigiu-se ao pai humildemente.
Os parênteses servem para separar palavras ou frases que se dispensavam, mas que explanam ou esclarecem o assunto. Na leitura denota abaixamento de voz.
2.º O pai (é bom dizê-lo) não ficou satisfeito com a notícia. O pai, é bom dizê-lo, não ficou satisfeito com a notícia. O pai — é bom dizê-lo  não ficou satisfeito com a notícia.
Como se vê, quando a frase é curta, pode substituir-se o parêntese por vírgulas, ou por travessões.
Quanto às aspas ou vírgulas dobradas: indicam a transcrição dum texto, ou a citação duma regra ou duma doutrina.
Ex.: «Napoleão enganava-se; e o desfecho da luta em que ele se achava empenhado mostrou bem de que lado estava a razão.» «A união faz a força.» «Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele.»
Quanto ao traço de união ou hífen:
1.º Guarda-portão; luso-brasileiro; couve-lombarda; tio-avô; arco-da-velha, erva-de-santa-maria.
Serve para unir os dois ou mais elementos duma palavra composta.
2.º Louvar-me-ei; dir-se-á; prender-nos-íamos louvar-se-ão; etc.
Une os elementos destas formas verbais.
3.º Hei-de aparecer; hão-de estudar.
Liga as formas hei, hás, há, hemos, heis, hão, do verbo haver, à preposiçãode.
4.º Bem-aventurado; mal-educado.
Separa o m e o l nas palavras compostas de bem mal.
Indica ainda, no fim da linha, a divisão duma palavra, parte da qual passa para a linha imediata.
Quanto ao parágrafo: É formado por dois ss entrelaçados (§), que são as iniciais de duas palavras latinas, significativas de sinal de separação.
Quanto à chaveta ou chave:
Divisão de palavras
 
 
 
 
 
flexivas
inflexivas
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
substantivos
adjectivos
numerais
pronomes
artigos
verbos
 
advérbios
preposições
conjunções
 
Como se vê, a chaveta serve para indicar as partes ou divisões dum assunto. Se as divisões se enunciarem antes do assunto dividido, volta-se a chaveta. Assim:
substantivos
adjectivos
numerais
pronomes
artigos
verbos
 
advérbios
preposições
conjunções
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
flexivas
inflexivas
 
 
 
 
 
Divisão de palavras
Quanto à alínea:
A Gramática Elementar divide-se em:
a) Fonética ou Fonologia.
b) Morfologia.
c) Sintaxe.
Como se vê, a alínea (representada por uma letra do alfabeto, com um parêntese curvo à direita) serve para distinguir ou enumerar os grupos de um assunto, ocupando cada qual uma linha independente.

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domingo, 19 de agosto de 2012

Sinais Ortográficos


Gramática - Sinais Ortográficos
Além das letras há outros sinais ou acentos gráficos, que indicam, em geral, a pronúncia exacta das palavras.
O ~ (til) serve para indicar as vogais e os ditongos nasais:
Ex.: romãmãecãesirmãoslimõespão.
O ´ (acento agudo) serve para indicar a vogal da sílaba tónica principal, quando isso é preciso para indicar a pronúncia. O acento agudo é obrigatório:
1.º Na vogal aberta da sílaba predominante das palavras esdrúxulas:
Ex.: fábricasílabapálidotépidoMárciaúnicoespírito;
2.º Na sílaba final das palavras agudas, quando a respectiva vogal sejaae ou o:
Ex.: sabiácaférapé;
3.º Na vogal predominante que se segue a outra vogal, quando não deve formar ditongo com ela:
Ex.: saídasaúdebaúcaído.
O ` (acento grave) emprega-se:
1.º Na contracção da preposição a com as formas femininas do artigo oupronome demonstrativo oà (de a + a), às de (a + as);
2.º Na contracção da preposição a com os demonstrativos aquele(s),aquela(s) e aquilo ou com os compostos aqueloutro(s)aqueloutra(s) e suas flexões: àquele(s)àquela(s)àquiloàqueloutro(s)àqueloutra(s);
3.º Em contracções em que a primeira palavra é uma inflexiva terminada em aò (de a + o), òs (de a + os); prò (de pra + o), (de pra + os), etc.;
4.º Nas palavras que tenham uma vogal aberta em sílaba átona e que estejam em homografia com formas etimologicamente paralelas nas quais a vogal correspondente é surda ou fechada: àgora (interjeição), eagora (interjeição, além de advérbio e conjunção); però (conjunção antiga) e pero (variante desta mesma conjunção).
O ^ (acento circunflexo) é obrigatório:
1.º Na sílaba final de uma palavra, quando a vogal respectiva seja o fechado ou e fechado:
Ex.: avôvê;
2.º Na vogal fechada da sílaba tónica das palavras esdrúxulas:
Ex.: câmaralâmpadaesplêndidolêvedolânguidosôfrego.
A , (cedilha) indica que o c antes de aou, tem o valor de s inicial:
Ex.: açafateaçafrãoaçoraçordaaçúcaraçude.
O ' (apóstrofo) serve para indicar:
 1.º A supressão de uma vogal no verso, por exigência de metrificação:
Ex.: c’roasesp’rançaof’recer’starminh’alma;
2.º A elisão de vogal no interior de palavras compostas, quando essa elisão se faz invariavelmente na pronúncia brasileira e na portuguesa:
Ex.: galinha-d’águamãe-d’água;
3.º A supressão da vogal final em santo e santa antes de nomes próprios do hagiológio:
Ex.: Sant’AnaSant’IagoLargo de Sant’AnaOrdem de Sant’Iago.
O ¨ (trema), que deixou de se usar em palavras portuguesas, depois da Convenção Ortográfica Luso-Brasileira de 1945, indicava que a vogal que o recebia não formava ditongo com a anterior, como em saudadeequidade,unguentopaisagemsagui, etc. Deve usar-se, actualmente, apenas em palavras derivadas eruditamente de nomes próprios estrangeiros:
Ex.: hübneriano [de Hübner], mülleriano [de Müller], wölffliniano [deWölfflin]).

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Partes do corpo humano em Italiano


As partes do corpo no singular e plural (onde aplicável):
  • La sopracciglia ou Il sopracciglio/Le sopracciglie (A sobrancelha/As sobrancelhas)
  • La narice/Le narici (A narina/As narinas)
  • L’occhio/Gli occhi (O olho/ Os olhos)
  • La guancia/Le guance (A bochecha/As bochechas)
  • Il ciglio/Le ciglia (O cílio/Os cílios)
  • Il naso (O nariz)
  • Il labbro/Le labbra (O lábio/Os lábios)
  • Il mento (O queixo)
  • La fronte (A testa)
  • La testa (A cabeça)
  • La bocca (A boca)
  • L’orecchio/Le orecchia (A orelha/As orelhas)
  • capelli (Os cabelos)
NOTA: Em italiano geralmente usa-se sempre o termo “cabelos” no plural: cabelos brancos [capelli bianchi], cabelos secos [capelli secchi], cabelos compridos [capelli lunghi], cabelos louros [capelli biondi], etc [ecc.] e também para todos os “cabelos” do corpo humano: bigode, pelos corpóreos.
  • baffi = Os bigodes
  • peli = Os pelos
Algumas expressões:
  • 1) Sporgere la guancia. [Dar a cara a tapas]
  • 2) Occhio per occhio, dente per dente. [Olho por olho, dente por dente]
  • 3) A caval donato non si guarda in bocca. [A cavalho dado não se olham os dentes]
  • 4) Acqua in bocca! [Boca de siri!]
  • 5) (essere un/a) ficcanaso. [Ser bisbilhoteiro(a)]