quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Estado ou estado?


Estado ou estado?
Defrontamo-nos com dois vocábulos idênticos, porém dotados de traços singulares. E, por assim dizer, não nos resta alternativa senão acreditar que estamos compartilhando com mais uma das tantas curiosidades proferidas pelo sistema linguístico.

Uma delas diz respeito à semântica, pois temos o Estado equivalente a uma determinada instituição, o estado que representa as diversas regiões de um dado lugar e estado que se atribui à forma pela qual uma pessoa se apresenta, no caso, o estado de saúde, o estado emocional, entre outros.

De posse dessas informações, temos condições de ressaltar outra característica, a qual representa o real objetivo do artigo que ora se faz presente - aquela relacionada às questões ortográficas. Portanto, analisemos:

Quando nos referimos ao “Estado” instituição, este é grafado sempre com letra maiúscula. Tal como em:

É dever do Estado cuidar das questões referentes aos órgãos que dele fazem parte.
No caso de nos referirmos a alguma região brasileira, esta deverá ser grafada com letra minúscula, como por exemplo:

Moramos no estado do Rio de Janeiro.
É bem provável que o estado de saúde de Márcia se agrave ainda mais.
Dotado das mesmas características que o termo anterior, também é grafado com letra minúscula.
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Haja ou Aja?

Haja ou Aja?

Mas vejamos: é necessário que você aja rápido e decida qual usar!
Pois não quero que haja nenhum tipo de reclamação depois!

E dessa forma, percebeu a diferença?

“Aja” é a flexão do verbo “agir” conjugado na 1ª ou 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo ou do imperativo afirmativo (aja ele). Pode ser substituída por “atuar”, “proceder”.

Veja: Aja de maneira civilizada com aquele homem. (proceda)
É bom que você aja com naturalidade. (atue, proceda)
Não quero que aja com desrespeito à autoridade. (proceda)

“Haja” é a flexão do verbo haver na 1ª e 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo ou do imperativo afirmativo ou negativo (haja você, não haja você). Pode ser substituída por: acontecer, existir, ocorrer, ter.

Observe: Haja o que houver, estaremos juntos nessa batalha. (Ocorra, aconteça).
Queremos que haja harmonia entre nós. (exista, tenha)
“Haja luz, e houve luz”. (Tenha)

Retomando a dúvida inicial “Haja paciência” Ou “Aja paciência”, temos certo:

Haja paciência! Ou seja, Tenha paciência!

Agora, se fosse “Aja com paciência” seria dessa forma, pois significaria: “Proceda com paciência”.

Lembre-se de que “haja vista” não varia e, portanto, permanece no feminino: fiquemos de cabeça erguida, haja vista tantos problemas que já superamos. Jamais escreva “haja visto”.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Conheça: a História da língua portuguesa!


Português na História

Curiosamente, o português surgiu da mesma língua que originou a maioria dos idiomas europeus e asiáticos. Com as inúmeras migrações entre os continentes, a língua inicial existente acabou subdividida em cinco ramos: o helênico, de onde veio o idioma grego; o românico, que originou o português, o italiano, o francês e uma série de outras línguas denominadas latinas; o germânico, de onde surgiram o inglês e o alemão; e finalmente o céltico, que deu origem aos idiomas irlandês e gaélico. O ramo eslavo, que é o quinto, deu origem a outras diversas línguas atualmente faladas na Europa Oriental.
O latim era a língua oficial do antigo Império Romano e possuía duas formas: o latim clássico, que era empregado pelas pessoas cultas e pela classe dominante (poetas, filósofos, senadores, etc.), e o latim vulgar, que era a língua utilizada pelas pessoas do povo. O português originou-se do latim vulgar, que foi introduzido na península Ibérica pelos conquistadores romanos. Damos o nome de neolatinas às línguas modernas que provêm do latim vulgar. No caso da Península Ibérica, podemos citar o catalão, o castelhano e o galego-português, do qual resultou a língua portuguesa.
O domínio cultural e político dos romanos na península Ibérica impôs sua língua, que, entretanto, mesclou-se com os substratos lingüísticos lá existentes, dando origem a vários dialetos, genericamente chamados romanços (do latim romanice, que significa "falar à maneira dos romanos"). Esses dialetos foram, com o tempo, modificando-se, até constituirem novas línguas. Quando os germânicos, e posteriormente os árabes, invadiram a Península, a língua sofreu algumas modificações, porém o idioma falado pelos invasores nunca conseguiu se estabelecer totalmente.
Somente no século XI, quando os cristãos expulsaram os árabes da península, o galego-português passou a ser falado e escrito na Lusitânia, onde também surgiram dialetos originados pelo contato do árabe com o latim. O galego-português, derivado do romanço, era um falar geograficamente limitado a toda a faixa ocidental da Península, correspondendo aos atuais territórios da Galiza e de Portugal. Em meados do século XIV, evidenciaram-se os falares do sul, notadamente da região de Lisboa. Assim, as diferenças entre o galego e o português começaram a se  acentuar. A consolidação de autonomia política, seguida da dilatação do império luso consagrou o português como língua oficial da nação. Enquanto isso, o galego se estabeleceu como uma língua variante do espanhol, que ainda é falada na Galícia,  situada na região norte da Espanha.
 As grandes navegações, a partir do século XV d.C. ampliaram os domínios de Portugal e levaram a Língua Portuguesa às novas terras da África (Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe), ilhas próximas da costa africana (Açores, Madeira), Ásia (Macau, Goa, Damão, Diu), Oceania (Timor) e América (Brasil).
A Evolução da Língua Portuguesa
Destacam-se alguns períodos:
1) Fase Proto-histórica
Compreende o período anterior ao século XII, com textos escritos em latim bárbaro (modalidade usada apenas em documentos, por esta razão também denominada de latim tabeliônico).
2) Fase do Português Arcaico
Do século XII ao século XVI, compreendendo dois períodos distintos:
a) do século XII ao XIV, com textos em galego-português;
b) do século XIV ao XVI, com a separação entre o galego e o português.
3) Fase do Português Moderno
Inicia-se a partir do século XVI, quando a língua se uniformiza, adquirindo as características do português atual. A literatura renascentista portuguesa, notadamente produzida por Camões, desempenhou papel fundamental nesse processo de uniformização. Em 1536, o padre Fernão de Oliveira publicou a primeira gramática de Língua Portuguesa, a "Grammatica de Lingoagem Portuguesa". Seu estilo baseava-se no conceito clássico de gramática, entendida como "arte de falar e escrever corretamente".

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Curiosidade: Qual o texto mais antigo da língua portuguesa?


Qual o texto mais antigo da língua portuguesa?
É um texto de 1175, chamado Notícia de Fiadores, mas o duro é entendê-lo! A semelhança com o português atual é pouquíssima. Até o jeito como o patrício escrevia as letras é complicado! Mas os linguistas identificam vários elementos nele que o caracterizam como português antigo, ou galego-português, e o diferem do latim, ainda muito empregado na época. O texto lista os fiadores de um tal de Pelágio Romeu, um português que, apesar de nobre, não era rico. O documento foi descoberto pela pesquisadora Ana Maria Martins, da Universidade de Lisboa, em 1999. Ela o encontrou no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, enquanto pesquisava para sua tese de doutorado. Como o local possui um imenso acervo inexplorado, ainda podem pintar outros documentos mais antigos. Confira a seguir a versão original do velho texto. E depois, claro, sua "tradução"!
Texto Original
Noticia fecit pelagio romeu de fiadores Stephano pelaiz .xxi. solidos lecton .xxi. soldos pelai garcia .xxi. soldos. Güdisaluo Menendici. xxi soldos /2 Egeas anriquici xxxta soldos. petro cõlaco .x. soldos. Güdisaluo anriquici .xxxxta. soldos Egeas Monííci .xxti. soldos [i l rasura] Ihoane suarici .xxx.ta soldos /3 Menendo garcia .xxti. soldos. petro suarici .xxti. soldos Era Ma. CCaa xiiitia Istos fiadores atan .v. annos que se partia de isto male que li avem
Versão modernizada
Pelágio Romeu lista aqui seus fiadores: para Pedro Colaço, devo dez contos; para Estevão Pais, Leitão, Paio Garcia, Gonçalo Mendes, Egas Moniz, Mendo Garcia e Pedro Soares, deve vinte contos; para João Soares, trinta contos, e para Gonçalo Henriques, quarenta contos. Agora estamos em 1175, e só daqui a cinco anos vou ter que pagar esses patrícios!

Fonte: Mundo Estranho

Chapéu ou Chapeu?


Com o Acordo ou Reforma ortográfica, muitos acentos nas palavras não existem mais. É o caso da palavrachapéu?
Não! A palavra chapéu continua com acento, pois a Reforma Ortográfica fez mudar apenas os ditongos abertos “ei” e “oi” das palavras paroxítonas. Isso quer dizer que palavras como assembléiaheróico e idéianão têm mais acento, mas, ao contrário, palavras como chapéuheróicéu e outras continuam acentuadas.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Gramática - Verbos transitivos, intransitivos, reflexos e defectivos


Gramática - Verbos transitivos, intransitivos, reflexos e defectivos
Quando as ações significadas pelos verbos e praticadas pelo sujeito recaem sobre uma pessoa, uma coisa ou um animal, diz-se que esses verbos são transitivos:
Manuel empurrou o João.
Eu vi a Maria.
O Manuel podou as árvores.
O miúdo quebrou o prato.
O burro escouceou o vitelo.
Quando as ações significadas pelos verbos não passam a outra pessoa, a outra coisa ou a outro animal, diz-se que esses verbos são intransitivos:
João caiu.
António adormeceu.
O vidro rachou.
O gelo derreteu.
O cão ladra.
O rouxinol trina.
Quando as ações significadas pelos verbos recaem sobre quem as pratica, esses verbos dizem-se reflexos:
O Manuel magoou-se.
O cavalo assustou-se.
Há certos verbos de que se usam apenas algumas formas. Esses verbos chamam-se defectivos:
Nesta altura do ano amanhece às cinco horas.
Para o mês que vem anoitece mais cedo.
Ontem choveu.
Agora relampeja.
De manhã choveu.
De tarde nevou.
Dos verbos defectivosaqueles que se usam unicamente na 3.ª pessoa do singular, como os dos exemplos acima, chamam-se impessoais.
Só se empregam as formas em que subsiste o i final do tema nos verbos defectivos adir (tomar conta de uma herança), colorir (pintar com cores qualquer objeto), emolir (desfazer a dureza, amolecer), empedernir (endurecer como pedra), extorquir (obter de alguém qualquer coisa pela força), falir (deixar de pagar por não ter com quê), florir (florescer, estar em flor), renhir (brigar, bulhar), retorquir (responder). Nenhum destes verbos tem as formas do presente do conjuntivo. As outras formas do presente do indicativo são as seguintes:
Adir: adimos, adis. Colorir: colorimos, coloris. Emolir: emolimos, emolis.Empedernir: empedernimos, empedernis. Extorquir: extorquimos, extorquis. Falir: falimos, falis. Florir: florimos, floris. Renhir: renhimos, renhis. Retorquir: retorquimos, retorquis.
Do verbo fremir (bramir, estremecer) usam-se somente as formas em que se mantém o final do tema e aquelas em que o é substituído por eTambém não tem presente do conjuntivo, e as formas do presente do indicativo são: fremes, freme, fremimos, fremis, fremem.
Do verbo soer (costumar, ter por costume) e do verbo precaver (acautelar-se, prevenir-se) usam-se as formas em que se mantém o final do tema e aquelas em que esta vogal é substiuída por i. Assim:

PRESENTE: Indicativo: sóis, sói, soemos, soeis, soem; precaves, precave, precavemos, precaveis, precavem. Conjuntivo: não tem. PRET. PERFEITO: Indicativo: soí, soeste, soeu, soemos, soestes, soeram; precavi, precaveste, precaveu, precavemos, precavestes, precaveram.
O verbo remir só se usa nas formas em que se conserva o do tema. Nas outras formas é substituído pelo verbo redimir. Assim: redimo, redimes, redime; remia; remi, remiste; remido; remindo, etc.

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domingo, 16 de setembro de 2012

"Haver" ou "a ver"? Ei a questão!


A ver ou haver?
- Eu não tenho nada haver com isso.

É frequente a confusão entre a expressão “a ver” e o verbo “haver” como sucedeu na frase acima apresentada.
“A ver” é uma expressão formada pela preposição “a” e o verbo “ver”, geralmente associada ao verbo “ter”: ter a ver com.
Já o verbo haver é sinónimo de “existir”, “ter”, “acontecer”, “ter passado”, entre outros sentidos.
Assim, devemos escrever:

- Eu não tenho nada a ver com isso.
- Haver muito desemprego é algo que nos preocupa.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

verbos Auxiliares


Gramática - Verbos auxiliares - Tempos simples e tempos compostos
Os tempos expressos numa só palavra chamam-se tempos simples:
Ex.: andei, vendeu, partiram.
Mas os verbos têm também formas compostasDestas, umas obtêm-se combinando o adjetivo verbal com as formas simples dos verbos auxiliares ter haver, e constituem novos tempos, chamados tempos compostos:
Tenho corrido (ou hei corrido) montes e vales. 
Outras obtêm-se com as formas do verbo auxiliar ser:
O fruto foi colhido pelo Manuel.
O prato foi quebrado pela Maria.
Os tempos compostos com os verbos ter haverunidos aos tempos simples,constituem o quadro das formas da voz ativaAs formas compostas do verbo auxiliar ser constituem o quadro da voz passiva.
São, pois, verbos auxiliares os que servem para formar os tempos compostos de outros verbos, como ter, haver, ser, estar, ir, andar, etc.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Dicas de Redação do Poder Judiciário -Parte4


2.2. Fechos para Comunicações

O fecho das comunicações oficiais possui, além da finalidade óbvia de arrematar o texto, a de saudar o destinatário. Os modelos para fecho que vinham sendo utilizados foram regulados pela Portaria no 1 do Ministério da Justiça, de 1937, que estabelecia quinze padrões. Com o fito de simplificá-los e uniformizá-los, este Manual estabelece o emprego de somente dois fechos diferentes para todas as modalidades de comunicação oficial:
a) para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República:
                        Respeitosamente, (COBRADO EM CONCURSO)
b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hierarquia inferior:
                        Atenciosamente, (COBRADO EM CONCURSO)
            Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigidas a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e tradição próprios, devidamente disciplinados no Manual de Redação do Ministério das Relações Exteriores.

2.3. Identificação do Signatário

            Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente da República, todas as demais comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, abaixo do local de sua assinatura. A forma da identificação deve ser a seguinte:
(espaço para assinatura)
Nome
Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República
(espaço para assinatura)
Nome
Ministro de Estado da Justiça
            Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a assinatura em página isolada do expediente. Transfira para essa página ao menos a última frase anterior ao fecho.

3. O Padrão Ofício

Há três tipos de expedientes que se diferenciam antes pela finalidade do que pela forma: o ofício, o aviso e o memorando. Com o fito de uniformizá-los, pode-se adotar uma diagramação única, que siga o que chamamos de padrão ofício. As peculiaridades de cada um serão tratadas adiante; por ora busquemos as suas semelhanças.

3.1. Partes do documento no Padrão Ofício

            O aviso, o ofício e o memorando devem conter as seguintes partes:
a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do órgão que o expede:
Exemplos:
Mem. 123/2002-MF               Aviso 123/2002-SG               Of. 123/2002-MME
b) local e data em que foi assinado, por extenso, com alinhamento à direita:
Exemplo:
Brasília, 15 de março de 1991.
c) assunto: resumo do teor do documento
Exemplos:
Assunto: Produtividade do órgão em 2002.
Assunto: Necessidade de aquisição de novos computadores.

            d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é dirigida a comunicação. No caso do ofício deve ser incluído também o endereço.
e) texto: nos casos em que não for de mero encaminhamento de documentos, o expediente deve conter a seguinte estrutura:
– introdução, que se confunde com o parágrafo de abertura, na qual é apresentado o assunto que motiva a comunicação. Evite o uso das formas:Tenho a honra de”, “Tenho o prazer de”, “Cumpre-me informar que”, empregue a forma direta;
–  desenvolvimento, no qual o assunto é detalhado; se o texto contiver mais de uma ideia sobre o assunto, elas devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere maior clareza à exposição;
– conclusão, em que é reafirmada ou simplesmente reapresentada a posição recomendada sobre o assunto.
Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto nos casos em que estes estejam organizados em itens ou títulos e subtítulos.
Já quando se tratar de mero encaminhamento de documentos a estrutura é a seguinte:
– introdução: deve iniciar com referência ao expediente que solicitou o encaminhamento. Se a remessa do documento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a informação do motivo da comunicação, que é encaminhar, indicando a seguir os dados completos do documento encaminhado (tipo, data, origem ou signatário, e assunto de que trata), e a razão pela qual está sendo encaminhado, segundo a seguinte fórmula:
“Em resposta ao Aviso nº 12, de 1º de fevereiro de 1991, encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril de 1990, do Departamento Geral de Administração, que trata da requisição do servidor Fulano de Tal.”
ou
 “Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama no 12, de 1o de fevereiro de 1991, do Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a respeito de projeto de modernização de técnicas agrícolas na região Nordeste.”
– desenvolvimento: se o autor da comunicação desejar fazer algum comentário a respeito do documento que encaminha, poderá acrescentar parágrafos de desenvolvimento; em caso contrário, não há parágrafos de desenvolvimento em aviso ou ofício de mero encaminhamento.
f) fecho (v. 2.2. Fechos para Comunicações);
g) assinatura do autor da comunicação; e
h) identificação do signatário (v. 2.3. Identificação do Signatário).

Tempos dos verbos


Gramática - Tempos dos verbos
Quando as formas do verbo exprimem a atualidade do que se afirma, o tempo é o presenteisto é, o que passa:
Eu leio.
Tu estudas.
Ele come.
Quando exprimem que já está completamente realizado o que se afirma, o tempo é perfeito ou pretéritoisto é, passado:
Eu estudei.
 Ele comprou um livro.
Ela passeou.
Quando as formas do verbo exprimem fatos que hão-de realizar-se no tempo que há-de vir, o tempo é futuro.
O presente, o perfeito e o futuro têm o nome de tempos principais ou primários.
Quando o verbo exprime um tempo em que a ação não estava terminada ou acabada num momento dado, o tempo chama-se imperfeito:
Eu acabava o meu trabalho quando tu passaste.
Quando o verbo exprime um tempo em que a ação já está acabada no momento em que se deu um fato, também já passado quando se fala, esse tempo chama-se mais-que-perfeito:
Eu já lera (ou tinha lidoo livro, quando bateste à porta.
Quando o verbo exprime o tempo em que uma ação não se realizou, mas se realizaria se uma certa condição se tivesse dado, esse tempo chama-se condicional:
Eu sairia, se não chovesse.
Tu virias, se eu te chamasse.
Além dos tempos principais ou primários, há mais outros três tempos chamados secundários ou históricose que são, como se viu, o imperfeito,mais-que-perfeito e o condicional.

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Modos dos Verbos


Gramática - Modos dos verbos
As diferentes maneiras de fazer uma afirmação chamam-se modos gramaticais.
Quando o modo de afirmação feita pelo verbo indica a ação praticada como certa e real, diz-se que o verbo está no modo indicativo:
Ex.: Compro fruta; comprei fruta; comprarei fruta; comprava fruta, quando passaste; comprara (ou tinha compradofruta na praça, quando a Maria chegou; compraria fruta, se visse a fruteira passar.
Quando o modo de afirmação feita pelo verbo designa a simples possibilidade de se praticar a ação, ou exprime um desejo, a vontade de fazer alguma coisa, diz-se que o verbo está no modo conjuntivo:
Ex.: É preciso que compres fruta; seria conveniente que comprasses fruta para o jantar; deixe-me comprar fruta.
Quando o modo de afirmação feita pelo verbo indica que essa afirmação equivale a uma ordem ou a um pedido, diz-se que o verbo está no modo imperativo:
Ex.: Compra fruta; comprai fruta.

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Desinências pessoais


Gramática - Desinências pessoais
As desinências pessoais são oito:
SINGULAR
 
 
 
 
 
1.ª pessoa -o
2.ª pessoa -s, -ste
3.ª pessoa - não tem
 
PLURAL
 
 
 
 
 
1.ª pessoa -mos
2.ª pessoa -is, -des, -stes
3.ª pessoa -m
 
A 1.ª pessoa do singular não tem desinência, exceto no presente do indicativo, em que é –o. A desinência da 2.ª pessoa do singular é –sexceto no pretérito perfeito, em que é –ste. A 3.ª pessoa do singular não tem desinência.
A desinência da 1.ª pessoa do plural é sempre –mos. A desinência da 2.ª pessoa é –is, exceto no infinitivo pessoal e no futuro do conjuntivo, em que é –des, e no perfeito, em que é –stes. A desinência da 3.ª pessoa do plural é –m. As formas verbais agudas (irão, procurarão, encontrarão, etc.) e as monossilábicas (são, vão) representam-se por ão em vez de am.
Certas ações, que não são atribuídas a qualquer pessoa gramatical, são expressas na forma da terceira pessoa do singular. Nesse caso os verbos chamam-se impessoais:
Chove hoje.
Troveja.
Há sol.
Quando o sujeito da oração é indeterminado, também se emprega a forma da terceira pessoa do plural:
Batem à porta.
Chamam lá em cima.
Dizem que este ano haverá pouca chuva.
Os verbos variam de forma, conforme exprimem o tempo a que se refere a afirmação, a pessoa gramatical, o número singular ou plural, os diversos modose a voz ativa ou passiva. Essa variedade de formas constitui a flexão verbal. De todas as palavras da língua portuguesa, as mais flexivas são os verbos.

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sábado, 8 de setembro de 2012

Dicas de Redação do Poder Judiciário - parte 3


Tipos definidos pelo Manual de Redação da Presidência
1. O Padrão Ofício    
1.1. Aviso e Ofício e Memorando    
2. Exposição de Motivos      
3 Mensagem  
4. Telegrama  
5. Fax 
6. Correio Eletrônico 

Pronomes de tratamento

  § 316 (Gramática Metódica – Napoleão Mendes)
Vossaemprega-se quando nos dirigimos à pessoa – Acabo de receber o diploma que Vossa Santidade se dignou enviar-me. Ou Vossa Senhoria nomeará o seu substituto? Caso a pessoa à qual nos dirigimos seja do sexo masculino, o adjetivo deve guardar concordância: Vossa Senhoria está ocupado? (dirigindo-se a um homem)
 Idem ao sexo feminino: Vossa Senhoria está atarefada? (dirigindo-se a uma mulher)
            Suaemprega-se quando nos referimos à pessoa - Vi sua Santidade o Papa Paulo VI quando estive em Roma.

1- Vossa Excelência:
a) do Poder Executivo;
Presidente da República;
Vice-Presidente da República;
Ministros de Estado[1];
Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Distrito Federal;
Oficiais-Generais das Forças Armadas;
Embaixadores;
Secretários-Executivos de Ministérios e demais ocupantes de cargos de natureza especial;
Secretários de Estado dos Governos Estaduais;
Prefeitos Municipais.
b) do Poder Legislativo:
Deputados Federais e Senadores;
Ministros do Tribunal de Contas da União;
Deputados Estaduais e Distritais;
Conselheiros dos Tribunais de Contas Estaduais;
Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.
c) do Poder Judiciário:
Ministros dos Tribunais Superiores;
Membros de Tribunais;
Juízes;
Auditores da Justiça Militar.
1.1 O vocativo a ser empregado em comunicações dirigidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido do cargo respectivo:
Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso Nacional,
Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal.
1.2 As demais autoridades serão tratadas com o vocativo Senhor, seguido do cargo respectivo:
Senhor Senador,
Senhor Juiz,
Senhor Ministro,
Senhor Governador,
2. Vossa Senhoria 
É empregado para as demais autoridades e para particulares.
2.1 O vocativo adequado é:
Senhor Fulano de Tal,
(...)
No envelope, deve constar do endereçamento:
Ao Senhor
Fulano de Tal
Rua ABC, no 123
12345-000 – Curitiba. PR
Como se depreende do exemplo acima, fica dispensado o emprego do superlativo ilustríssimo para as autoridades que recebem o tratamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente o uso do pronome de tratamento Senhor.
Acrescente-se que doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Evite usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, empregue-o apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de doutorado. É costume designar por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina. Nos demais casos, o tratamento Senhor confere a desejada formalidade às comunicações.
            Mencionemos, ainda, a forma Vossa Magnificência, empregada por força da tradição, em comunicações dirigidas a reitores de universidade. Corresponde-lhe o vocativo:
Magnífico Reitor,
(...)
Os pronomes de tratamento para religiosos, de acordo com a hierarquia eclesiástica, são:
Vossa Santidade, em comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo correspondente é:
Santíssimo Padre,
(...)
Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima, em comunicações aos Cardeais. Corresponde-lhe o vocativo:
Eminentíssimo Senhor Cardeal, ou
Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal,
(...)
Vossa Excelência Reverendíssima é usado em comunicações dirigidas a Arcebispos e Bispos; Vossa Reverendíssima ou Vossa Senhoria Reverendíssima para Monsenhores, Cônegos e superiores religiosos. Vossa Reverência é empregado para sacerdotes, clérigos e demais religiosos.


[1] Nos termos do Decreto no 4.118, de 7 de fevereiro de 2002, art. 28, parágrafo único, são Ministros de Estado, além dos titulares dos Ministérios: o Chefe da Casa Civil da Presidência da República, o Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, o Advogado-Geral da União e o Chefe da Corregedoria-Geral da União.

Números e pessoas


Gramática - Números e pessoas
Já sabemos que há três pessoas na gramática portuguesa, pessoas que são designadas pelos pronomes pessoaisConforme a afirmação expressa pelo verbo se refere à 1.ª, à 2.ª ou à 3.ª pessoa do singular ou do plural, assim o verbo tem a forma própria para cada uma dessas pessoas. Vê-se isso nas orações indicadas seguidamente:
1.ª pessoa:eu ando
2.ª pessoa:tu andas
3.ª pessoa:ele anda
 
 
 
 
 
 
SINGULAR
1.ª pessoa:nós andamos
2.ª pessoa:vós andais
3.ª pessoa:eles andam
 
 
 
 
 
 
PLURAL
Geralmente, os verbos têm seis formas para cada modo de cada tempo, com exceção do modo imperativoque só conserva as segundas pessoas:
Ex.: canta tu, cantai vós; corre tu, correi vós; foge tu, fugi vós; dispõe tu, disponde vós, etc.

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